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Tarifário de hotel: como definir o preço das diárias

Tarifário de hotel: guia completo para definir preços de diárias

Se a sua hospedagem já passou por isso, você não está sozinho(a): em alguns dias a ocupação dispara e você sente que cobrou barato. Em outros, as reservas somem e parece que “ninguém quer pagar o que vale”. Um tarifário de hotel bem montado serve justamente para tirar a diária do improviso e colocá-la num lugar mais previsível, com regras claras para tipo de quarto, temporada, demanda e canal de venda.

Neste guia, nós vamos te mostrar como estruturar um tarifário que faça sentido para a realidade do seu meio de hospedagem, sem complicar. Vamos lá?

O que é tarifário de hotel e por que ele é importante?

O tarifário é o conjunto de regras e preços que determinam quanto você cobra por cada acomodação, em cada cenário. Ele pode incluir desde a “tarifa base” até variações por dia da semana, época do ano, antecedência da reserva, política de cancelamento e benefícios inclusos.

Na prática, pense no tarifário como um “mapa” que responde rápido a perguntas como:

  • Quanto custa o quarto standard em baixa temporada?
  • E no feriado, com mínimo de 2 noites?
  • A tarifa do site direto é igual à da plataforma X?
  • Vale oferecer tarifa não reembolsável?

Quando o tarifário está bem definido, você ganha controle, evita discrepâncias entre canais e reduz o risco de perder dinheiro por falta de estratégia. E tem outro ponto importante: ele ajuda a transformar seu preço em oferta, ou seja, como você apresenta seus diferenciais para cada perfil de hóspede.

O que o tarifário influencia no preço das diárias?

O preço da diária não é só conta de padaria. Ele é resultado de um conjunto de decisões que impactam receita, ocupação, reputação e até operação. Aqui estão os blocos que mais mexem no valor final.

1) Custos e despesas atualizados

Antes de qualquer ajuste, você precisa saber com clareza o que entra e o que sai: custos fixos, variáveis, impostos, comissões, equipe, lavanderia, reposições, energia, manutenção. Sem isso, você pode até vender bem e mesmo assim não lucrar.

2) Perfil do hóspede e motivo da viagem

Hóspede corporativo tende a buscar praticidade e previsibilidade. Família pensa em espaço e comodidades. Casal pode valorizar silêncio e experiência. Usuários compram de formas diferentes, com hábitos e necessidades diferentes, e isso deve aparecer no plano tarifário.

3) Concorrência e posicionamento regional

Seu tarifário não pode ser “cego” para o que acontece ao redor. Em geral, ele não deve ficar muito acima nem muito abaixo dos concorrentes diretos, a menos que você tenha um diferencial claro e consiga sustentar isso na percepção do hóspede.

4) Canais de venda e comissões

Plataforma, venda direta, operadoras, grupos… Cada canal tem custo e comportamento de compra diferente. O mesmo quarto pode ter “o mesmo preço público”, mas com estratégias diferentes por canal (por exemplo, benefício exclusivo no direto ou regras mais restritivas em tarifa promocional).

5) Regras de tarifa e benefícios incluídos

Tarifa com café da manhã incluso, tarifa com estacionamento, tarifa com checkout tardio, tarifa com experiência etc. Aqui entra um ponto que vale ouro: tarifário é mais que preço. Ele inclui o jeito como você organiza benefícios para criar desejo e aumentar a conversão.

Um exemplo simples é trabalhar com tarifas restritivas (mais baratas, mas sem cancelamento grátis) e com desconto para clientes fiéis, como forma de estimular a recorrência.

Dica Profitel: se você já está estruturando processos internos, vale conectar essa organização ao seu modelo de precificação. Um manual bem amarrado ajuda o time a aplicar regras sem ruído. Dá para aprofundar essa parte no nosso conteúdo de governança.

Como definir preços por tipo de quarto

Definir preços por tipo de quarto não é só “colocar um pouco a mais no superior”. O ideal é criar uma lógica de diferenciação que o hóspede entenda.

1) Padronize categorias e descreva o que muda

Comece com categorias claras (exemplo): standard, superior, luxo e família. Para cada uma, liste o que muda de verdade, como:

  • metragem e capacidade;
  • cama e enxoval;
  • vista, varanda e banheira;
  • itens de conveniência (cafeteira e amenities melhores);
  • acústica, privacidade e localização no prédio.

Isso é interessante porque você vai usar esses diferenciais para sustentar o preço sem parecer arbitrário.

2) Defina uma tarifa base por categoria

A tarifa base é o seu “ponto de partida” para o período mais neutro (meio de semana, baixa temporada, sem evento etc.). A partir dela, você aplica ajustes.

Uma forma prática de pensar:

  • base (quarto e período neutros);
  • acréscimos (categoria superior, fim de semana e alta demanda);
  • reduções (antecedência alta, baixa ocupação e tarifa restritiva).

3) Crie degraus de diferença que façam sentido

Evite diferenças tão pequenas que não justificam upgrade ou tão grandes que travam a venda do quarto superior.

Exemplo ilustrativo:

  • Standard: tarifa base.
  • Superior: base + 10% a 20% (quando o diferencial é claro).
  • Luxo: base + 25% a 50% (quando existe experiência superior real).

O número exato depende do seu posicionamento e da sua praça. O importante é: o hóspede precisa sentir que pagou por algo palpável.

4) Ajuste por ocupação do quarto, e não só por “nome”

Em muitos negócios, o que muda o custo e o valor percebido é a ocupação: single, duplo, triplo. Aqui, vale criar regras simples:

  • tarifa dupla como padrão;
  • adicional por pessoa extra;
  • condições especiais para criança, berço e cama extra.

Isso evita que um quarto família vire prejuízo em alta temporada.

5) Conecte preço com experiência e reputação

O hóspede costuma pesquisar reputação antes de fechar. Então, precificação e experiência andam juntas.

Se você está investindo em conforto e padronização, isso sustenta a tarifa. Enxoval e amenities mudam a percepção de valor. Um banho gostoso, uma cama bem montada e itens consistentes no quarto fazem diferença nas avaliações e na disposição do cliente de pagar mais.

Se quiser reforçar esse padrão, conheça as linhas profissionais no nosso site:

Tarifário de hotel por temporada

Sazonalidade é onde muita hospedagem ganha ou perde dinheiro sem perceber. O ideal é você trabalhar com “camadas” de temporada.

1) Mapeie as temporadas do seu destino

Uma divisão simples, que já funciona para muita gente:

  • Baixa temporada: meses de menor procura.
  • Média temporada: períodos intermediários.
  • Alta temporada: férias, verão, grandes datas.
  • Picos: feriados prolongados e eventos locais.

Não dependa só do calendário nacional. Em algumas cidades, um congresso, festival ou prova esportiva vale mais que feriado.

2) Tenha regras específicas para alta demanda

Alta demanda não é só cobrar mais. É também ajustar regras para proteger sua operação e a receita, como:

  • mínimo de noites (2, 3 ou mais);
  • política de cancelamento mais rígida para tarifas promocionais;
  • bloqueios e liberação de inventário por canal.

Se você já se prepara para períodos cheios, leia também nosso guia Alta temporada: guia prático para preparar sua hospedagem.

3) Diferencie temporada e dia da semana

Em muitos destinos, o fim de semana tem dinâmica própria. Uma pousada pode lotar sexta e sábado mesmo em baixa temporada. Um hotel corporativo pode lotar terça a quinta e sofrer no domingo.

Aqui, a melhor prática é separar:

  • tabela de segunda a quinta;
  • tabela de sexta a domingo;
  • regras de feriados.

4) Use “grades” de preço por ocupação esperada

Uma forma simples de não travar sua diária é criar faixas de ajuste conforme a ocupação (por exemplo, abaixo de 40%, 40% a 70%, acima de 70%). Quando passa de um patamar, você aumenta tarifa ou restringe descontos. Isso não precisa ser complexo. Pode começar numa planilha, desde que vire rotina de revisão.

Para fechar: tarifário bom sustenta preço, e não só ocupa quarto

Quando a gente fala em tarifário hotel, a meta não é apenas vender mais, mas vender melhor, com regras claras, coerência entre canais e uma proposta de valor que o hóspede entenda.

Ah, e lembramos que a diária também é reflexo do que o hóspede vive no quarto. Conforto, padronização e higiene pesam na avaliação, na recomendação e na disposição de pagar. Se você quer fortalecer essa percepção, investir em enxoval profissional e amenities consistentes ajuda muito, porque reduz reclamações e aumenta a sensação de cuidado.

Conte com a Profitel para elevar o padrão da sua hospedagem!

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